Como funciona isso que chamam de inovação disruptiva

Inovação

A diferença entre a mediocridade e a magia é bem simples: no primeiro caso tenha um time que você precisa exercer um controle demasiadamente rígido. Para o segundo deixe que o time corra riscos e provoque-os criativamente.

Como podemos adivinhar que algo dará certo no futuro? Um time “inovador disruptivo” tem alguma bola de cristal? O que tem de diferente neste método de trabalho criativo?

Para tantas perguntas, certamente bem mais que as escritas acima, apresento um pensamento prático como resposta: Os valores deste time! Sim, para funcionar, o segredo está mais no time do que no método. É como eu gosto de comentar com amigos quando decido investir em uma empresa startup: _ “Eu aposto mais no cavaleiro do que no cavalo”.

Começando, por exemplo, pelo valor da responsabilidade — que é muito importante — porém para mim tem o mesmo valor que o engajamento. Talvez engajamento seja um pouco mais hierárquico neste organograma de valores. Um time que “veste a camisa” cria o meio, inventa a forma.

Meu receio com responsabilidade é a rigidez, a falta de flexibilidade. Se a intenção é boa, é uma virtude e está comprometida com um fim desejável. Considerando isso, a criatividade não pode ter fronteiras limitantes e o time saberá quando persistir ou “pivotar” um caminho. As fronteiras são sempre os caminhos já percorridos pelos outros, não terão a identidade do time.

O sucesso é sempre o autêntico, o primeiro, o original. Somente quem ultrapassar as fronteiras do previsto e normatizado provará seu sabor.

Outra verificação: cada time tem o seu próprio jeito de funcionar. Liberar roupas, horários, modo de trabalhar, acesso a comida no ambiente, tudo faz total diferença nos resultados. É como uma orquestra compondo uma sinfonia, você dá algumas notas dos instrumentos mais fundamentais e os demais instrumentos simplesmente criam notas complementares conforme o jeito do time funcionar.

Certamente para alguns será necessária uma certa estética, uma arte bela aos olhos. Para outros isso é indiferente. Estimule com permissividade que o time construa seu próprio ambiente produtivo. O ponto chave é entender que aprendemos em grupo e evoluímos individualmente, por isso o time é importante na formação do profissional.

Temos experimentado provocar algumas sextas-feiras muito loucas. Isso faz com que o time passe o fim de semana pensando na empresa, no desafio, no ambiente e no próprio time. Isso faz com que o time ame as segundas-feiras.

Por fim, se não acreditamos em comando e controle, como o time segue objetivos? Por interesse e por influência.

No interesse estamos no campo do projeto de cada indivíduo do time. Contrate somente quem já tem vontade de escrever uma história incomum, sair da mesmice. Se os valores mais importantes do participante são a estabilidade, a segurança, a rotina — este cara não tem a menor chance de dar certo num time de inovação disruptiva.

O principal método de trabalho para este tipo de projeto é o ciclo ideação, experimentação e adaptação. Somente pessoas livres de consciência alcançam o pensamento sem pré-conceitos para iniciar uma atividade do “zero”.

Na influência estamos no campo do treinamento, da mentoria e do coaching. Não encontraremos pessoas prontas — e se encontrar fuja delas. Sempre há espaço para aprender novos ou rever valores. Estes valores são provocados em cada participante através dos treinamentos, das mentorias e por último pelo coaching pessoal.

Nos treinamentos são despertados os pontos genéricos do “Culture Code”. Você não conseguirá que o time siga para uma direção desejável sem que haja um conjunto de valores difundidos entre os participantes. Isso se tornará mais claro para você após ver o nosso: Culture Code #sanguelaranja.

Na mentoria o foco é o método que vai funcionar melhor para cada time, para cada tipo de projeto. Ensinamos HPT (High Performance Team), Design Thinking, Design de Serviços, MVP, Lean Management entre tantos outros possíveis.

No coaching o foco é o indivíduo, é o líder que está dentro dele. Diferentemente da mentoria, nesta interação estamos preocupados em provocar a potência e calibrar o vetor “liderístico” de cada participante. Acreditamos que todos não são naturalmente gênios, mas em sua proporção todos podem ser geniais. Utilizamos princípios de filosofia e muito do que aprendi com o método FOIL nos coachings.

É assim que funciona, pelo menos dentro da nossa empresa.

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